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	<title>Instituto Hayslam Nicacio</title>
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	<description>Psicologia e Desenvolvimento Humano</description>
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	<title>Instituto Hayslam Nicacio</title>
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		<title>Filhos que não amadurecem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 19:26:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[amadurecimento]]></category>
		<category><![CDATA[familia]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gosto de fazer uma analogia pra explicar o papel dos pais na criação dos filhos. Comparo os pais a vasos e os filhos a árvores. Se você plantar a semente de uma árvore diretamente no solo, existe um sério risco de aquela semente não atingir a plenitude de seu potencial, que é se tornar uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Gosto de fazer uma analogia pra explicar o papel dos pais na criação dos filhos.</p>



<p>Comparo os pais a vasos e os filhos a árvores.</p>



<p>Se você plantar a semente de uma árvore diretamente no solo, existe um sério risco de aquela semente não atingir a plenitude de seu potencial, que é se tornar uma árvore grande e frondosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como assim?</h2>



<p>Ao iniciar o seu desenvolvimento, ainda na condição de pequenina mudinha, formigas podem cortá-la, pessoas podem pisá-la e a enxurrada da chuva pode arrancá-la do solo sem piedade.</p>



<p>Por isso, para aumentar sua chance de sobrevivência, ela precisa ser plantada em um vaso. Dessa forma, ela poderá crescer protegida de todas essas ameaças, ser regada, adubada, colocada ao sol, longe dos perigos do solo selvagem.</p>



<p>Tomemos como exemplo uma planta da espécie sequoia. A sequoia é uma árvore que pode atingir até oitenta metros de altura. Isso equivale mais ou menos a um prédio de trinta andares!</p>



<p>Toda essa grandiosidade começa na mudinha frágil de apenas alguns centímetros.</p>



<p>Mas, centímetro a centímetro, vamos imaginar que a nossa árvore já alcançou três metros de altura. Algumas formigas e a pisadela dos homens já não representam mais ameaças à sua vida. É hora de transferi-la para o solo permitindo a continuidade do seu crescimento.</p>



<p>Se isso não acontece, elas não crescem, suas raízes não têm pra onde expandir e seu desenvolvimento é inibido. Criamos uma espécie de bonsai. Bonsais são plantas nanicas, que poderiam atingir vários metros de altura, mas que não passam de alguns centímetros, exatamente porque são cultivadas em pequenos vasos, sem possibilidade de expansão das raízes. Quanto menor o vaso, menor o tamanho da planta…</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vamos compreender a representação da analogia.</h2>



<p>A casa dos pais, com toda a sua segurança e cuidados, representa o vaso. Os filhos simbolizam a árvore.</p>



<p>O vaso é extremamente benéfico e necessário até certo ponto do desenvolvimento, após um determinado período ele pode deixar de ser positivo e tornar-se prejudicial.</p>



<p>Muitos pais não incentivam seus filhos a saírem de casa para o mundo, serem independentes e responsáveis, com medo do que lhes pode acontecer, e fazem de tudo para que eles permaneçam debaixo de suas asas, pelo máximo de tempo que eles puderem manter, acreditando que isso é para o seu bem, para sua proteção.</p>



<p>Mas esse é o paradoxo do vaso, ao mesmo tempo que ele protege, ele inibe o desenvolvimento.</p>



<p>Os filhos que não são transferidos para o solo da Natureza, ou seja, que não saem de casa para encarar os desafios do mundo, em geral, ficam prejudicados no seu desenvolvimento, apresentando comportamentos de imaturidade e insegurança.</p>



<p>Lembro-me de uma situação muito curiosa que vivi há precisamente quinze anos. Saí de casa com dezesseis anos de idade, comecei a trabalhar de carteira assinada com vinte três e comprei meu primeiro apartamento com vinte cinco.</p>



<p>Ao adquirir esse imóvel resolvi reformá-lo por completo. O que me deu muito trabalho e dor de cabeça.</p>



<p>Um dia, cheguei no hospital psiquiátrico onde trabalhava e desabafei com um colega acerca da situação. Ele tinha a minha idade. Comentei sobre o trabalho que estava tendo com os pedreiros e com a reforma em geral e ele não acreditou. “Você mesmo está reformando seu apartamento? Escolhendo as cerâmicas e comprando os materiais?”. “Sim, sou eu. Por quê?”, questionei. E ele soltou um “Que legal!” entusiasmado. Compreendi que, para ele, aquilo era muito maduro da minha parte.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que ele pensava assim? Bem, ele morava com os pais…</h2>



<p>Na minha casa somos três irmãos. O mais velho e o do meio saíram de casa com dezoito anos e eu, como disse anteriormente, com dezesseis.</p>



<p>Certa vez, fui visitar meus pais em minha terra natal e, andando com minha mãe no centro da cidade, ela foi abordada por uma amiga e ali começou um diálogo que ficou registrado na minha memória.</p>



<p>“Graça, Graça! Todos os seus filhos já saíram de casa! Como você aguenta?”</p>



<p>Ao que minha mãe respondeu de uma forma muito interessante:</p>



<p>“O amor separa as pessoas. O que une é o ódio”.</p>



<p>Ela quis dizer com isso que o amor liberta, não prende, concede às pessoas a oportunidade de serem elas mesmas e fazerem o que quiserem. O ódio une no sentido de prisão. Uma pessoa odiosa não para de pensar no seu inimigo, acorrentando-se dessa forma àquele que tanto detesta.</p>



<p>Mas o que ficou ecoando na acústica da minha memória foi a primeira sentença, “o amor separa as pessoas”.</p>



<p>Ao longo da minha vida trabalhando como psicólogo tenho visto tantos e tantos pais que não suportam essa “separação”. Prendem-se aos filhos num relacionamento carregado de medo, ansiedade, dependência emocional e exigências de toda a sorte.</p>



<p>Muitos não vão gostar do que vou dizer agora, mas tenho visto que, aqueles filhos que conseguem sair de casa, muitas vezes visitam os pais com frequência movidos mais pela culpa do que pelo amor. É tanta cobrança, é tanta ameaça e manipulação emocional por parte dos pais que, ai do filho que não for visita-los toda semana.</p>



<p>Gosto da ideia de os filhos saírem de casa literalmente, para lançaram-se nas experiências do mundo construindo suas próprias identidades e aprendizados.&nbsp;</p>



<p>Mas podemos compreender o “sair de casa” simbólico, ou seja, não necessariamente a saída física, mas um sair psicológico. Isso significa continuar morando com os pais, mas com um alto grau de independência emocional e comportamental. Ser capaz de tomar suas próprias decisões e fazer as próprias escolhas. É possível conciliar as duas situações? Sim, mas com um grau maior de dificuldade se comparado com a saída física, literal.&nbsp;</p>



<p>Convivendo diariamente com os filhos adultos os pais tendem a interferir para lá da órbita do direito que lhes é devido. Com isso, os filhos se tornam pessoas inseguras e inaptas, porque não se acostumam com o exercício de sustentar as próprias decisões, de serem responsáveis pelos erros e acertos, tendo sempre que recorrer à aprovação dos genitores no momento de decidirem sobre as mais comezinhas questões da vida.</p>



<p>É preciso muito amor para deixar um filho ir. Infelizmente, a nossa caminhada na compreensão e vivência real desse sentimento é longa, e mal começamos. <strong>Quase sempre, o que é interpretado como amor, não passa de apego.</strong> As próprias necessidades, carências e exigências egoísticas são colocadas acima do bem-estar do próprio filho, da sua necessidade de independência e liberdade.</p>



<p>Muitos pais, ao lerem este texto, pensarão consigo mesmos: “Isso não se aplica a mim&#8230; Meu filho mora comigo, mas eu não o impeço de ir. Eu o amo intensamente e só quero o seu bem, por isso que eu lavo suas roupas, arrumo sua cama, dou dinheiro quando ele precisa, empresto o carro e ponho gasolina. É amor!”. Sim, amor e também uma forma muito inteligente de aprisioná-lo sem correntes&#8230; Apenas cortando-lhe as asas&#8230; Como ele desejará sair para o mundo buscando viver as experiências exigentes e desafiadoras da vida se é incapaz de fritar um ovo?</p>



<p>Deixar os filhos dependentes desses cuidados é uma estratégia largamente utilizada pelos pais que, muito sutilmente, garantem a sua permanência no ambiente doméstico. O preço? Filhos imaturos, inseguros, ansiosos e incapazes de tomarem as próprias decisões.</p>



<p>Poderíamos viver numa sociedade à semelhança da floresta amazônica, cheia de árvores majestosas e frondosas, com grande variedade de força e beleza, mas, infelizmente, no círculo em que transitamos, parece que estamos andando em meio a simples loja de bonsais.</p>
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		<title>Barco a vela ou barco a motor?</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/barco-a-vela-barco-a-motor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2021 14:14:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sonhar]]></category>
		<category><![CDATA[Viver com sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[viver sem sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Meu filho, na vida a gente tem que sonhar”. Cresci ouvindo essa frase do meu pai. Ele teve uma infância de muita pobreza. Mais velho de cinco irmãos, perdeu o pai com doze anos de idade. Sua mãe era lavadeira. Trabalhou como engraxate e auxiliar de mecânico. Mas contava que sempre teve seus sonhos, suas metas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Meu filho, na vida a gente tem que sonhar”.</p>



<p>Cresci ouvindo essa frase do meu pai.</p>



<p>Ele teve uma infância de muita pobreza. Mais velho de cinco irmãos, perdeu o pai com doze anos de idade. Sua mãe era lavadeira. Trabalhou como engraxate e auxiliar de mecânico. Mas contava que sempre teve seus sonhos, suas metas a alcançar. Conseguiu estudar engenharia na Universidade Federal de Volta Redonda e trabalhou trinta e cinco anos numa grande empresa de siderurgia, até se aposentar.</p>



<p>Posso dizer que esse conselho paterno ficou gravado em mim, e desde muito jovem sempre fiquei pensando nas coisas que gostaria de realizar.</p>



<p>Aprendi a sonhar.</p>



<p>Olhando para trás, vejo que este modo de viver a vida fez toda a diferença pra mim, e sou muito grato por tê-lo aprendido. Sem nenhuma sombra de arrogância, posso dizer que consegui conquistar TODAS as coisas que sonhei, até o momento, sem uma única exceção.</p>



<figure class="wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam-1024x1024.jpg" alt="" data-id="874" data-full-url="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam.jpg" data-link="https://institutohayslamnicacio.com.br/?attachment_id=874" class="wp-image-874" srcset="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam-1024x1024.jpg 1024w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam-300x300.jpg 300w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam-150x150.jpg 150w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam-768x768.jpg 768w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-com-sonhos-hayslam.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Viver com Sonhos</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam-1024x1024.jpg" alt="" data-id="875" data-full-url="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam.jpg" data-link="https://institutohayslamnicacio.com.br/?attachment_id=875" class="wp-image-875" srcset="https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam-1024x1024.jpg 1024w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam-300x300.jpg 300w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam-150x150.jpg 150w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam-768x768.jpg 768w, https://institutohayslamnicacio.com.br/wp-content/uploads/2021/02/viver-sem-sonhos-hayslam.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Viver sem Sonhos</figcaption></figure></li></ul></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Por quê?</h2>



<p>Quando sonhamos criamos um alvo, um foco. Sabemos o que queremos e com isso prestamos atenção nas oportunidades que a vida nos oferece para atingir o objetivo.</p>



<p>Parece que “o Universo conspira a nosso favor” quando desejamos algo com vontade.</p>



<p>Tenho conhecido muitas pessoas no consultório que simplesmente não sonham. Muitas vezes porque não sabem o que querem.</p>



<p>Vivem no esquema “deixa a vida me levar, vida leva eu”.</p>



<p>O potencial de realização desse <em>modus operandi</em> é infinitamente menos produtivo.</p>



<p>Costumo dizer que essas pessoas são como barcos a vela no oceano, pra onde o vento levar, elas vão. Só que muitas vezes o barco atraca em portos estranhos, que não as agradam e nem as fazem bem. Quando isso acontece a pessoa volta pro oceano e fica contando com a sorte de ser levada pelo vento pra algum outro lugar mais interessante.</p>



<p>Não é difícil perceber a ineficiência desse estilo de vida.</p>



<p>Por outro lado, comparo quem sonha com um barco a motor. A bússola aponta a direção, o barco aciona as hélices e vai igual uma flecha em direção ao alvo. Podem surgir tempestades e nevoeiros no caminho, mas o roteiro permanece definido.</p>



<p>Ao longo do tempo, trabalhando como psicólogo, comecei a ficar impressionado com a quantidade de gente que vive sem saber o que quer, e fiz uma triste constatação: a grande maioria das pessoas não sonha, não tem objetivos definidos porque vive tanto em função de agradar aos outros, de corresponder às expectativas dos pais ou da sociedade, que nem sequer cogita de escutar os próprios desejos. O que elas querem não interessa, o mais importante é saber o que esperam dela.&nbsp;</p>



<p>A carência afetiva e a dependência emocional são tão grandes que não deixa espaço pra nada. O EU fica completamente abandonado para dar lugar ao OUTRO.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a consequência mais dramática dessa situação?</h2>



<p>Um enorme vazio existencial.</p>



<p>Não tem como ser diferente, porque, assim, eu estaria vivendo uma vida que não me pertence, com a qual eu não me identifico. É a vida que o outro definiu para mim, segundo as suas expectativas e interesses.</p>



<p>Chamo esse comportamento de prostituição existencial: vender a vida própria em troca de aprovação e afeto.</p>



<p>Paga-se um preço caríssimo.</p>



<p>Infelizmente, a imensa maioria das pessoas sofre de carência afetiva e baixa autoestima. Por isso, é muito difícil encontrar no consultório pacientes que são donos de si mesmos, senhores das próprias escolhas vivendo uma vida autêntica.</p>



<p>O ato de sonhar exige alguns cuidados que vale mencionar. Não devemos ter receio de mirar alto, traçando objetivos de grande alcance e valor, mas também não convém exagerar na altura, distanciando demasiadamente da realidade. O importante é acreditar em si mesmo e aprender a escutar menos os outros e mais a própria voz.</p>



<p>Particularmente, quando eu defino um alvo, quando sonho, gosto de visualizar o objetivo, me imaginar já tendo alcançado, construindo cenas na minha mente com riqueza de detalhes como som, cores, emoções etc. Escrevo essas metas num bloco de notas do computador e me dedico às etapas de realização com perseverança.&nbsp;</p>



<p>Penso no objetivo com frequência, mantendo a informação na minha consciência.</p>



<p>É incrível o poder que isso tem.</p>



<p>Acreditar ou não vai de cada um&#8230;</p>



<p>Mas funcionou para o meu pai e tem funcionado para mim!</p>



<p>“Meu filho, a gente tem que sonhar&#8230;”</p>



<p>Sim, é verdade, só que infelizmente, para muitas pessoas isso é mais complicado do que parece&#8230;</p>
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		<title>Pense nisso antes de casar!</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/pense-nisso-antes-de-casar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 20:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
		<category><![CDATA[problemas no casamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas pessoas reclamam que não deram sorte no casamento, que são infelizes. Mas é exatamente esse o problema, elas dependeram da sorte. A experiência do casamento é construída na fase de namoro. Mas, o que é o namoro? Pra grande maioria das pessoas, o namoro é um período de curtição, de festa. Querem aproveitar ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muitas pessoas reclamam que <strong>não deram sorte</strong> no casamento, que são infelizes. Mas é exatamente esse o problema, elas dependeram da sorte.</p>



<p>A experiência do casamento é construída na fase de namoro.</p>



<p>Mas, o que é o namoro?</p>



<p>Pra grande maioria das pessoas, o namoro é um período de curtição, de festa. Querem aproveitar ao máximo a companhia do outro para viver todas as alegrias desse encontro, ao mesmo tempo em que fazem “vista grossa” para todos os defeitos que a pessoa possa ter.</p>



<p>Não existe problema algum em querer curtir o momento, mas o namoro deve ser aproveitado também como um laboratório, um estágio. É nessa oportunidade que eu vou viver situações que me permitem conhecer o outro o máximo que eu puder.</p>



<p>É a chance que eu tenho de estudar a pessoa com quem estou me relacionando para analisar qual é o grau de compatibilidade que nós temos.</p>



<p>Fica o registro: <strong>compatibilidade é o grande fator de felicidade</strong>.</p>



<p>Essa compatibilidade existe em diferentes níveis, de acordo com as características de cada um. E pra eu verificar essa compatibilidade, se eu tiver “olhos de ver”, não preciso namorar dois, três anos pra descobrir.</p>



<p>É necessário enxergar aquilo que a pessoa não me mostra. Observar suas reações espontâneas, seu comportamento natural.</p>



<p>Se uma mulher disser que está encantada com um homem que acabou de conhecer porque, quando eles saíram pra jantar, ele abriu a porta do carro pra ela&#8230;, esse comportamento me diz zero a respeito desse homem. Porque isso é o tipo de coisa calculada, pra conquistar, pra impressionar. Por outro lado, se em situações espontâneas, se nas suas reações automáticas esse homem também é gentil e educado, isso é diferente. Nesse caso eu posso começar a pensar que essa é uma característica do seu caráter.</p>



<p>Por isso, enxergar aquilo que a pessoa me mostra é pouco. Eu preciso enxergar o que ela não me mostra.</p>



<p>Uma amostra de comportamento é muito valiosa, porque a amostra fala do todo.</p>



<p>Se a Coca-Cola lançar um novo sabor de refrigerante, Coca-Cola de abacaxi por exemplo, eu não preciso beber três litros dessa Coca pra saber se é boa ou não. Uma tampinha já é suficiente pra eu avaliar o refrigerante.</p>



<p>A psicologia sabe disso.</p>



<p>Muitas empresas, quando vão contratar um funcionário, fazem a chamada “avaliação psicológica”, que normalmente consiste em aplicação de testes, dinâmicas de grupo e entrevistas.</p>



<p>Em todas essas situações o que o psicólogo está fazendo?</p>



<p>Ele está coletando amostras de comportamento. E a partir dessas amostras ele vai fazer inferências a respeito do todo. Depois que um candidato é selecionado, ele começa a trabalhar. Mas a empresa tem três meses para avaliá-lo. Durante esses três meses ela pode demiti-lo sem pagar determinados encargos trabalhistas.</p>



<p>O que são esses três meses? É o namoro.</p>



<p>Durante esse período a empresa vai “namorar” o funcionário, vai avaliá-lo. Se ao final desse período ela gostar do seu trabalho, então eles se “casam”, ou seja, aquele funcionário vai ser efetivado.</p>



<p>As pessoas deveriam aprender a fazer isso também em seus relacionamentos.</p>



<p>Aproveitar o namoro com mais sabedoria.</p>



<p>Quais são as consequências de um relacionamento com alto grau de incompatibilidade?</p>



<p>Quanto maior a incompatibilidade, maior a necessidade de negociação. Maior a necessidade de fazer sacrifícios.</p>



<p>Costumo dizer que um casamento é uma <strong>micro democracia</strong>. Ninguém tem o poder absoluto. Não é como numa monarquia ou numa ditadura. Os direitos são iguais, os deveres são iguais.</p>



<p>Tomemos o seguinte exemplo: Vamos supor que eu amo praia. E sempre que tiro férias, não tenho dúvidas, vou pra praia. Mas estou casado com uma pessoa que não curte isso. Foge do sal do mar e do sol quente. Uma pessoa urbana que gosta de conhecer cidades. E chega o momento em que nós vamos tirar férias juntos.&nbsp;</p>



<p>É natural que eu queira escolher algum roteiro litorâneo, mas minha esposa opta por Nova Iorque. Acontece que nos dois últimos anos ela foi pra praia comigo. Como ficaria o relacionamento se eu a submetesse todas as vezes às minhas vontades?&nbsp;</p>



<p>A vontade dela precisa ser considerada e, nessa hora, eu tenho que ceder. Ela também tem o direito de escolher o roteiro das férias. Então, viajar pra uma cidade grande como Nova Iorque pra mim, nesse exemplo, seria um sacrifício. Eu teria que abrir mão de curtir um contexto mais de natureza, com um objetivo de relaxar, pra agradar minha esposa num contexto de cidade, pra conhecer pontos turísticos e fazer compras.</p>



<p>E por que eu teria que fazer esse sacrifício? Porque nas duas últimas viagens de férias ela foi pra praia comigo, encarando o sal e o sol. Como falei anteriormente, é uma micro democracia.</p>



<p>E essas incompatibilidades se referem a tudo. Uma pessoa mais caseira com outra mais festeira. Uma que gosta de chamar os amigos e a família pra ficar junto no final de semana com outra que gosta de ficar sossegada, só ela e o marido. Uma mais espiritualista com outra materialista.</p>



<p>O grau de incompatibilidade varia muito. Quanto mais incompatibilidade, mais sacrifício. Mais disposição pra negociar. Num relacionamento de pessoas com grande afinidade é mais fácil nesse sentido, existe menos necessidade de negociação se os interesses são compatíveis.</p>



<p>Existe aquele ditado que diz que os opostos se atraem. Sim, os opostos até podem se atrair… para sofrer!</p>



<p>Porque se são opostos, vão ter que negociar tudo.</p>



<p>E, <strong>se a pessoa tem dificuldade de fazer sacrifícios</strong>, pode abrir espaço pra grandes frustrações.</p>



<p>Existem duas maneiras de buscar essa compatibilidade: (1) Encontrar alguém previamente compatível. (2) Ou conhecer uma pessoa incompatível e passar o resto da vida tentando mudá-la.</p>



<p>Nesse segundo exemplo casa-se com um projeto. Ou seja, eu não aceito a pessoa do jeito que ela é, mas tudo bem, vou dizer, depois que a gente casar ela melhora, eu vou ajuda-la.</p>



<p>Isso é um risco enorme, porque ninguém muda ninguém.</p>



<p>As pessoas mudam se é um desejo próprio, uma vontade de dentro pra fora.</p>



<p>Eu costumo fazer uma analogia com comprar uma roupa. A mulher encontra um vestido maravilhoso na loja. Uma estampa bacana. Mas só tem tamanho GG e ela veste M. Ela pode até comprar e depois levar na costureira. A costureira vai cortar, costurar, remendar e dificilmente vai ficar bom. Sempre vai ter um ponto que vai ficar pegando.</p>



<p>Eu vejo muito isso quando trato casais em terapia. Por mais que uma pessoa muda, fica aquela sensação que nunca é o bastante. Então, se é complicado fazer remendos, o ideal seria encontrar uma roupa com uma estampa bacana e tamanho M.</p>



<p>Isso depende de como eu inicio meus relacionamentos.</p>



<p>Quase cem por cento das pessoas criam vínculos afetivos por “tentativa e erro”. Um encontro casual numa festa e um beijo no fim da noite. Trocam-se os telefones e marca-se um novo encontro. Outro beijo acontece e a combinação de um novo encontro. Depois de um tempo estão namorando. Após um ano juntos irão começar a conhecer um pouco mais sobre o outro, quando já tiverem construído um vínculo, e pode ser que descubram que se vincularam a uma furada&#8230;</p>



<p>Romper um relacionamento depois que um vínculo já foi estabelecido não é fácil. É muito comum as pessoas seguirem adiante numa relação insatisfatória por comodismo, pelo trabalho que daria desfazer uma união com tantas coisas envolvidas. A pessoa já foi apresentada à família, aos amigos, aos enteados (quando é o caso) e, às vezes, já até adquiriram algum bem em comum. Se terminar um namoro costuma já não ser tão simples, imaginem um casamento&#8230; um casamento com filhos&#8230;</p>



<p>Existe então alguma maneira alternativa ao método de tentativa e erro?</p>



<p>Sim.</p>



<p>Uma alternativa a esse processo é outro mais inteligente baseado em <strong>critérios de seleção</strong>.</p>



<p>Antes que haja qualquer reação contrária ao que vou dizer, irei abrir um parênteses. Critérios de seleção não excluem o coração, apenas coloca-o para conversar com o cérebro. Não é um processo frio e calculista, que isso fique claro.</p>



<p>A química e a emoção sentida no encontro amoroso são válidas, mas a razão também.</p>



<p>Quem se deixa levar exclusivamente pelo coração costuma se dar mal.</p>



<p>“Amiga, eu conheci um homem maravilhoso e estou apaixonada. Não consigo nem dormir direito de tanta vontade de estar com ele. Só tem um pequeno detalhe&#8230; ele é casado e tem 3 filhos pequenos. E tem um pequeno probleminha de alcoolismo, o que não incomoda.&nbsp;</p>



<p>Só me preocupa um pouco que às vezes quando ele bebe ele fica agressivo. Parece até que bate na esposa.&nbsp;</p>



<p>Amiga, mas ele é lindo! Eu não sei o que faço!”. E qual o conselho que a amiga vai dar? “Amiga, segue o seu coração!&#8221;</p>



<p>Então a pessoa come um quilo de moscas e depois reclama: “Ah, fui iludida!</p>



<p>Foi iludida porque optou por uma cegueira voluntária.</p>



<p>Pode ser diferente.</p>



<p>O que são critérios de seleção? Como isso funciona?</p>



<p>Os critérios de seleção podem ser eliminatórios e classificatórios. Pra grande maioria das pessoas, salvo os adolescentes, esses critérios de seleção já existem. É preciso somente se conscientizar deles.&nbsp;</p>



<p>Eles são criados a partir de relacionamentos anteriores ou da observação da situação alheia. Um critério eliminatório é uma característica, um comportamento, um traço de personalidade que eu não aceito, que eu não consigo administrar. Um único critério eliminatório pode azedar o relacionamento inteiro.&nbsp;</p>



<p>Na minha experiência de consultório, um exemplo de critério eliminatório muito comum que tenho visto para as mulheres é o alcoolismo. Já conheci mulheres que quando o marido bebia era a morte. Aquilo as aborrecia intensamente. Elas ficavam doentes com isso. E para o homem, a questão que é mais frequente é o ciúmes doentio. Já vi muito ciúmes doentio acabar com relacionamentos.</p>



<p>Mas as pessoas não fazem essa análise. Na verdade, elas não fazem uma autoanálise pra entender que tipo de personalidade, que perfil de pessoa é compatível com o dela.</p>



<p>Lembro-me de um casal que atendi. O homem era extremamente carente. Casou-se com uma mulher seca igual deserto. Era um sofrimento sem fim. O sujeito se afogava num mar de frustração e de raiva, porque queria atenção, queria carinho e não recebia de jeito nenhum. Quando conhecia uma mulher meiga, mais carinhosa e atenciosa, a única coisa que ele podia fazer era sonhar e se lamentar.</p>



<p>Então, se eu faço muita questão de afeto, se gosto de beijos e abraços, isso tem que ser levado em conta quando alguém cruzar o meu caminho. Eu posso colocar a frieza e a secura como um critério eliminatório.</p>



<p>E os critérios classificatórios?</p>



<p>Os critérios classificatórios são questões mais ligadas à afinidade. Elas não eliminam. Mas a pessoa pode ganhar ou perder ponto. Gosto musical, <em>hobbies</em>, programas de televisão, são alguns exemplos de fatores de afinidade importantes, mas inofensivos. Não faz muito sentido entrar pra lista de critérios eliminatórios.</p>



<p>Quanto mais afinidade, quanto mais gostos em comum, maior a compatibilidade.</p>



<p>E já foi abordada a importância disso.</p>



<p>Agora, um detalhe. Critério classificatório não elimina. Mas se eu conheço uma pessoa com quem não tenho afinidade em nada, ou seja, vários critérios classificatórios são divergentes, isso pode virar um fator eliminatório. A pessoa não tem grandes problemas de comportamento, mas também não tem afinidade nenhuma comigo.</p>



<p>Eu gosto de ecoturismo, ela gosta de cidade grande.</p>



<p>Eu gosto de rock, ela gosta de axé.</p>



<p>Eu gosto de filme, ela gosta de novela.</p>



<p>E por aí vai&#8230;</p>



<p>Se numa escala de 0 a 100 em questões de afinidade a pessoa faz oito pontos, fica difícil. Tenho plena consciência do desafio que é usar esse entendimento na prática. Por exemplo, quanto maior for a lista de critérios eliminatórios de uma pessoa, maior a dificuldade de encontrar alguém de acordo.</p>



<p>E não pára por aí.</p>



<p>Essa pessoa tem que ser aprovada pelos meus critérios, estar disponível, e ser recíproco.</p>



<p>Eu encontro a pessoal ideal, mas ela é casada.</p>



<p>Eu encontro a pessoal ideal e ela está solteira, mas não é recíproco, ela não está nem aí pra mim.</p>



<p>Não é fácil não é mesmo?</p>



<p>Quanto mais amplo for o círculo social de uma pessoa, maior a probabilidade de encontrar essa jóia. Porque se eu quero encontrar um diamante rosa, mas minha área de garimpo é três metros de rio, a chance de encontrar esse diamante é próxima de zero. Basicamente só vou topar com cascalho. Se eu quero uma jóia tão rara e difícil, eu tenho que pegar o caminhão e peneirar uma montanha inteira. Se isso é inviável pra minha realidade, pode ser que eu não encontre um diamante rosa, mas encontre um rubi, uma esmeralda. Coisas melhores que cascalho.</p>



<p>Na minha experiência como terapeuta de casais, tenho observado que a personalidade é a questão chave que deve ser analisada. Porque é muito comum as pessoas estabelecerem o que eu chamo de pseudocritérios, ou falsos critérios.</p>



<p>Comecei a aprofundar nesse assunto depois que atendi um casal muitos anos atrás. Eu era praticamente recém-formado. Nunca vou me esquecer do grau de amargura que existia no homem. Eles eram jovens e completamente sem vida, tamanha a frustração que sentiam no casamento. Uma completa falta de prazer na convivência.</p>



<p>Um dia, atendendo a mulher separadamente, numa consulta individual, eu quis compreender como os dois tomaram essa decisão de se casar sendo tão incompatíveis.</p>



<p>E ela me disse:</p>



<p>“Hayslam, você se lembra como minha infância foi difícil? As dificuldades financeiras que experimentei na juventude, com minha mãe sempre em apuros?”</p>



<p>“Sim, me lembro”, respondi.</p>



<p>“Então. Eu prometi pra mim mesma que nunca mais passaria por isso. Coloquei na cabeça que só casaria com um homem concursado”.</p>



<p>Ela conheceu o homem que seria seu marido, descobriu que ele era concursado e se casou!</p>



<p>Não posso dizer qual era a profissão dele, mas ele ganhava pouquíssimo! E eles não tinham nada a ver um com o outro.</p>



<p>Isso é o que eu chamo de pseudocritério. Existe um critério, mas ele é falso.</p>



<p>Pra algumas mulheres qualquer homem serve, elas só não querem “ficar pra titia”. Vítimas dos preconceitos ainda tão presentes em nossa sociedade.</p>



<p>Antigamente era muito comum a mulher se casar pra sair da opressão do pai. O importante era sair de casa rápido. E a ironia do destino é que muitas dessas mulheres acabaram se casando com homens opressores.</p>



<p>Costumo dizer que pra uma pessoa se casar com outra ela precisa cumprir uma única condição. Ser capaz de olhar a outra nos olhos e dizer:</p>



<p>“Eu te aceito, do jeito que você é. A pessoa que você é hoje eu consigo conviver com ela pro resto da minha vida. Se você mudar pra melhor, ótimo! É um bônus que eu vou ter. Mas se você não mudar, tudo bem, eu te aceito”.</p>



<p>Consegue falar isso? Pode casar.</p>



<p>Muitas pessoas não aceitam o outro como ele é e se casam. E aí qual vai ser o passatempo preferido dessa criatura? Ficar tentando consertar a outra sem parar. Ficar tentando moldar o cônjuge às suas expectativas. Aí é uma luta sem fim.</p>



<p>E por fim, eu gostaria de falar sobre uma questão que é muito importante compreendermos: a influência da paixão em todo esse processo que estamos analisando.</p>



<p>A paixão afeta enormemente a razão. É a “droga” mais poderosa que existe. Se uma pessoa tomar um pileque daqueles, uma cachaça da boa, ela ficará embriagada por umas dez, doze horas. Se fumar maconha, vai chapar por umas quatro horas. Se fumar uma pedra de crack, fica chapado por uns trinta minutos.</p>



<p>A paixão chapa por até dois anos!</p>



<p>Nada se compara a isso.</p>



<p>O exemplo mais incrível que eu já ouvi sobre o efeito da paixão foi de uma paciente mulher contando que, quando ela namorava o homem que hoje é seu marido, quando eles combinavam de sair e ela ficava esperando ele passar pra buscá-la, o queixo dela tremia. O queixo chegava a tremer! Isso é muito interessante.</p>



<p>Então a paixão cria esse estado alterado de consciência. E é nesse estado que as pessoas aceitam tudo. Nenhum defeito, nenhum comportamento do outro é problema.</p>



<p>Eu conheço uma pessoa que bebe feito um opala. Um dia ele conheceu uma mulher e eles começaram a namorar. Nessa época ele estava no auge da bebedeira. Eles namoraram e se casaram. Certa vez ele veio conversar comigo aborrecido porque a mulher estava enchendo sua paciência com esse negócio de bebida. Só que tem um detalhe, hoje ele bebe menos! E ela não aceita mais o fato dele beber. Só que quando eles se casaram ele bebia muito mais.</p>



<p>Então é o que eu falei. Não existe critério. Não existe essa análise. Ainda mais quando a pessoa está embriagada pela paixão.</p>



<p>Agora, a paixão acaba. E quando a paixão acaba o que que sobra?</p>



<p>Podem sobrar duas coisas: aversão e antipatia ou&#8230; amor.</p>



<p>Se existe compatibilidade, a paixão acaba e aparece o amor. O amor é mais brando.</p>



<p>A paixão é como uma pilha de folhas secas queimando. O fogo vai no teto. É intenso. É quente. Mas acaba rápido.</p>



<p>O amor é como uma tora de madeira em brasa. É mais brando, mas dura toda vida. E aquece também.</p>



<p>Mas quando não tem compatibilidade, a paixão acaba e o inferno começa. Porque a paixão dá um gás pra pessoa tolerar a zica da outra.</p>



<p>A paixão proporciona uma tolerância artificial. Quando ela termina, a pessoa não tem mais esse recurso. Aí a paciência acaba e os defeitos do outro começam a incomodar profundamente.</p>



<p>Por tudo isso afirmamos que aprender a escolher é tão importante!</p>



<p>Razão e emoção trabalhando juntas para atingir o objetivo.</p>



<p>Chegou o momento de você fazer sua autoanálise.</p>



<p>Você tem consciência dos seus critérios de seleção eliminatórios e classificatórios?</p>



<p>Já identificou o seu perfil de personalidade e o perfil compatível com o seu?</p>



<p>Vou listar alguns exemplos de critérios importantes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ser carinhoso(a) e afetuoso(a)</li><li>Não ser emocionalmente dependente dos pais</li><li>Ser trabalhador(a). Não ser acomodado, vivendo às custas do esforço alheio</li><li>Não fazer uso de bebida alcóolica</li><li>Ter um temperamento mais brando ao invés de um gênio forte</li><li>Não ter ciúmes doentio</li><li>Nível de interesse por sexo, intensidade do desejo sexual</li><li>Relação com o dinheiro. Gasta em excesso ou é avarento(a)</li><li>Ter a capacidade de dividir tarefas domésticas</li><li>Saber fazer a transição da vida de solteiro para o relacionamento sério</li><li>Maturidade comportamental</li><li>Ser fiel</li></ul>



<p>Esses são apenas alguns exemplos das queixas mais comuns dos casais no consultório em relação aos seus cônjuges.<br>Faça a sua lista agora e analise bem seus candidatos, antes que seja tarde demais&#8230;</p>
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		<title>Um pouquinho de ciúmes no relacionamento é bom?</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/um-pouquinho-de-ciumes-no-relacionamento-e-bom/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 18:12:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Grupo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia Individual]]></category>
		<category><![CDATA[ciúmes no relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[complexo de inferioridade]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas ciumentas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É muito comum as pessoas dizerem: “Um pouquinho de ciúmes norelacionamento é bom!”. Mas será que isso é verdade? A presença de ciúmes significa duas coisas: (1) Eu não confio em você; (2) Eu sou inseguro. Já atendi pessoas extremamente ciumentas, que vasculhavam celular, que vigiavam quem era adicionado e quem curtia foto em redes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>É muito comum as pessoas dizerem: “Um pouquinho de <strong>ciúmes no<br>relacionamento</strong> é bom!”.</p>



<p>Mas será que isso é verdade? A presença de ciúmes significa duas coisas: (1) Eu não confio em você; (2) Eu sou inseguro.</p>



<p>Já atendi <strong>pessoas extremamente ciumentas</strong>, que vasculhavam celular, que vigiavam quem era adicionado e quem curtia foto em redes sociais, que cheiravam as roupas pra perceber se tinha algum perfume que não devia estar ali e por aí vai…<br><br>Sempre que eu lido com esse tipo de situação eu pergunto: “Mas ele já deu<br>algum motivo pra essa desconfiança? Já teve alguma mensagem suspeita, ou conversinha no celular comprometedora? Ele já pulou a cerca e foi pego no flagra?” Normalmente a resposta é não.<br><br>Então por que tanta fiscalização com uma pessoa que nunca deu motivo?<br>Nesses casos temos uma situação de insegurança, de baixa autoestima, de<br>complexo de inferioridade.</p>



<p>A pessoa é assombrada por um medo constante de perder o outro pra uma rival mais qualificada.<br><br>Um pensamento muito comum em situações assim é: “Por que ele ou ela está comigo? Eu não tenho nada demais.</p>



<p>Por que alguém se interessaria por mim?” É o complexo de inferioridade falando.<br><br>Com isso, fica-se sempre na expectativa de ser trocado a qualquer momento por um candidato mais interessante.</p>



<p>É muito comum a gente encontrar uma história de abandono ou de rejeição no passado dessas pessoas.</p>



<p>Alguém que estava sempre em segundo plano, sempre na sombra de outra.<br><br>Mas existe também o comportamento de controle e fiscalização originado de uma quebra de confiança.</p>



<p>Uma vez que essa confiança é traída cria-se um pequeno (ou grande) trauma.<br><br>A fala do outro perde credibilidade e reconquistá-la é um processo lento e difícil na maioria dos casos.<br><br>Então são os casos em que a pessoa não tinha esses comportamentos de<br>desconfiança no passado e agora passa a ter.</p>



<p>Desenvolve uma necessidade de controle que não era algo presente nos relacionamentos anteriores, não era uma característica da pessoa.<br><br>Então ciúmes é isso.</p>



<p>Ciúmes tem origem na desconfiança ou na insegurança.<br><br>Por isso eu questiono: Quanto de “eu não confio em você” ou “eu sou inseguro” um relacionamento precisa? A minha resposta é ZERO!<br>Por que as pessoas dizem que um pouquinho de ciúmes no relacionamento é bom? Pra mim, elas confundem o significado de ciúmes com o significado de cuidado.<br><br>Um relacionamento precisa de CUIDADO, de PRUDÊNCIA.</p>



<p>É diferente.<br><br>No relacionamento com colegas de trabalho, com o chefe, com amigos é muito importante observar alguns cuidados na construção de intimidade, porque intimidade é a base do surgimento de sentimentos amorosos.<br><br>No consultório, as situações mais comuns de envolvimento extraconjugal que atendo é com colegas de trabalho, principalmente entre chefe e subordinada, e com amigos do marido, no caso específico das mulheres.<br><br>Daí a necessidade de prudência, de manter uma distância de segurança.</p>



<p>Eu costumo comparar essa situação com a gravidade dos planetas.</p>



<p>As pessoas são como planetas com gravidade.</p>



<p>Se você chega perto demais, o campo gravitacional te captura.</p>



<p>E uma vez que você entra no campo de outra pessoa, ou seja, se envolve, começa um relacionamento, pra sair é um custo.<br><br>Observe o foguete da NASA. Em termos de escala ele é um palito na Terra.</p>



<p>E olha quanto combustível ele queima, a dificuldade que é pra ele sair do campo gravitacional do planeta.<br><br>As pessoas que chegam no meu consultório nessa situação, capturadas pelo<br>campo de outrem, sofrem terrivelmente com pensamento fixo, uma obsessão mental em torno do outro que as impedem de pensar em qualquer outra coisa.<br><br>Chegam queixando que estão há dias sem dormir, sem conseguir trabalhar,<br>sem conseguir pensar em mais nada.</p>



<p>Sem foco, sem concentração, porque entraram no campo e não conseguem sair.<br><br>Fecham os olhos de noite e o sono não vem.</p>



<p>Ficam olhando o celular de três em três minutos pra ver se tem alguma mensagem nova.<br><br>Isso praticamente decreta o fim do relacionamento atual.</p>



<p>O amante ocupa tanto espaço mental que não sobra energia pra mais nada.<br><br>Então eu costumo dizer, de campo você não sai, na verdade, você não entra.</p>



<p>É igual droga.</p>



<p>A melhor forma de não ter problema com droga é não usando, porque<br>depois que vicia é muito difícil parar.<br><br>Depois que entra no campo, pra sair é uma tarefa árdua.<br><br>Por isso tem que ter cuidado, prudência.<br><br>Manter uma distância de segurança.<br><br>Não criar intimidade demais.<br><br>Agora, esse é o grande desafio dos casais.</p>



<p>Diferenciar ciúmes de cuidado.<br><br>Quando é ciúmes? Quando é cuidado? O problema é que muitas vezes essa é uma resposta que depende do bom senso.</p>



<p>E bom senso cada um tem o seu.</p>



<p>A pessoa que está sendo imprudente vai dizer que a outra é ciumenta.</p>



<p>Ou seja, vai dizer que está tudo bem, vai mandar parar com aqueles chiliques de ciúmes.</p>



<p>Vai defender o seu lado.<br><br>A pessoa que é ciumenta vai dizer que só está tendo cuidado.</p>



<p>Que aquela proibição sem nexo é legítima, é normal.</p>



<p>Vai defender o seu lado também.<br><br>Esse é o grande desafio.<br><br>Pra ajudar nessa situação pode ser interessante procurar uma terceira pessoa.<br><br>Uma pessoa neutra.</p>



<p>Pedir ajuda pra um psicólogo.</p>



<p>Senão fica aquele embate sem fim, cada um acreditando estar com a razão e não se chega a lugar algum.<br><br>Então a quantidade de ciúmes é zero.<br><br>Mas cuidado sim. Prudência.<br><br>Não brincar com fogo.<br><br>Se ficar dando trela demais acaba se envolvendo e aí só Deus pra dar conta…</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ciúmes no Relacionamento</h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>O que todo filho gostaria de ouvir dos pais</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/o-que-todo-filho-gostaria-de-ouvir-dos-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 19:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Grupo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia Individual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os filhos têm muita necessidade de serem amados pelos pais. Essa é uma afirmação da qual poucas pessoas discordariam. Existem as pessoas que foram amadas pelos pais, mas existem aquelas que não foram. Estas últimas chegam no meu consultório com sérios problemas de baixa autoestima e necessidade de aprovação. Por quê? O relacionamento que os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os filhos têm muita necessidade de serem amados pelos pais.</p>



<p>Essa é uma afirmação da qual poucas pessoas discordariam.</p>



<p>Existem as pessoas que foram amadas pelos pais, mas existem aquelas que não foram.</p>



<p>Estas últimas chegam no meu consultório com sérios problemas de baixa autoestima e necessidade de aprovação.</p>



<p>Por quê?</p>



<p>O relacionamento que os filhos têm com os pais define o padrão de relacionamento que eles adotarão na sociedade e muito da imagem que terão de si mesmos.</p>



<p>O impacto dos pais na construção da identidade dos filhos é forte assim.</p>



<p>Você escolheu seu próprio nome?</p>



<p>Pois bem.</p>



<p>A forma pela qual você é identificado na sociedade foi definida pelos seus pais.</p>



<p>Então, se você cresce ouvindo que é feio, gordo ou magrelo, burro, incapaz, incompetente, isso vai pra sua identidade também.</p>



<p>Se seus pais estão sempre te cobrando um desempenho melhor.</p>



<p>No campeonato de natação você chegou em terceiro e eles queriam que você chegasse em primeiro.</p>



<p>Sua nota na prova foi 9, mas poderia ter sido 10.</p>



<p>Você passou em primeiro lugar na Federal de Farmácia, mas seu vizinho passou em Medicina.</p>



<p>Você se torna um adulto que nunca está satisfeito consigo mesmo.</p>



<p>Por mais que você se esforce, nunca é o bastante.</p>



<p>Esse padrão de relacionamento construído com os pais é transferido pra sociedade.</p>



<p>Você vai querer agradar a todo mundo e a vida vai ser um fardo.</p>



<p>Medo e ansiedade serão suas companhias constantes.</p>



<p>Muitos pais falam que amam os filhos.</p>



<p>É muito importante para o filho ouvir isso.</p>



<p>“Meu filho, eu te amo”.</p>



<p>Todos nós temos a necessidade de sermos amados, e o amor dos pais é o mais importante.</p>



<p>Só que existe algo muito mais poderoso do que dizer eu te amo.</p>



<p>É quando o pai ou a mãe diz para o filho: “Meu filho eu tenho orgulho de você”.</p>



<p>Todas as vezes que eu converso sobre isso com meus pacientes no consultório eles choram.</p>



<p>Eu menciono essa frase: “Meu filho, eu tenho orgulho de você” e eles choram.</p>



<p>Eu sei o porquê isso acontece.</p>



<p>Eles choram porque tudo que eles mais gostariam de ouvir é isso.</p>



<p>Quando um pai ou uma mãe diz que ama o filho, num certo sentido, isso é o que se espera dos pais mesmo.</p>



<p>Existe meio que uma obrigação social dos pais amarem os seus filhos.</p>



<p>Muitos não amam.</p>



<p>Muitos amam, mas não falam que amam.</p>



<p>Mas aqueles que amam e falam, sim, o filho gosta de ouvir, mas fica aquela sensação de só estar cumprindo uma obrigação mesmo.</p>



<p>Então o filho ouve, mas não o afeta tão profundamente.</p>



<p>Mas quando o pai diz: “Meu filho, eu tenho orgulho de você”, isso não é uma obrigação.</p>



<p>Então o filho pensa: “A pessoa mais importante da minha vida tem orgulho da pessoa que eu sou”.</p>



<p>Isso é um verdadeiro anabolizante pra autoestima.</p>



<p>O pai que só humilha o filho.</p>



<p>O pai que está sempre insatisfeito.</p>



<p>Que só faz comentários depreciativos.</p>



<p>O filho cresce com complexo de inferioridade.</p>



<p>Todo mundo é melhor do que ele.</p>



<p>Ele é o diretor da empresa, trabalha quatorze horas por dia, mas não é suficiente.</p>



<p>O medo de ser rejeitado o acompanha como uma sombra permanente.</p>



<p>Existem filhos que são extremamente dedicados, responsáveis, obedientes, e os pais estão insatisfeitos.</p>



<p>Cobram dos filhos uma excelência que eles mesmos não têm e não tiveram.</p>



<p>Isso acontece muito quando os pais são vaidosos e orgulhosos.</p>



<p>Querem um filho pra mostrar pra sociedade, como se fosse um troféu.</p>



<p>Pra que eu vou mostrar uma medalha de prata pra sociedade se eu posso mostrar uma medalha de ouro?</p>



<p>Só que essa vaidade tem um preço altíssimo: A saúde psicológica e emocional dos filhos.</p>



<p>Pais, sejam menos vaidosos e egoístas.</p>



<p>Se seu filho vive a melhor versão de si mesmo que ele pode viver, mesmo que ela não seja a que você gostaria, diga a ele: meu filho, eu tenho orgulho de você.</p>



<p>E seu filho será uma pessoa a menos em consultórios psicológicos quando se tornar um adulto.</p>
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		<item>
		<title>Aprenda a reconciliar-se com quem você precisa!</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/aprenda-a-reconciliar-se-com-quem-voce-precisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 19:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Grupo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia Individual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na minha experiência pessoal e como psicólogo lidando com o ser humano, eu diria que poucas coisas são mais difíceis do que perdoar uma pessoa. Em geral, nós somos pessoas muito orgulhosas. O nosso ego é inchado e sensível. Quando alguém nos fere ou nos prejudica, a primeira reação que temos é a de pensar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na minha experiência pessoal e como psicólogo lidando com o ser humano, eu diria que poucas coisas são mais difíceis do que perdoar uma pessoa.</p>



<p>Em geral, nós somos pessoas muito orgulhosas.</p>



<p>O nosso ego é inchado e sensível.</p>



<p>Quando alguém nos fere ou nos prejudica, a primeira reação que temos é a de pensar que isso não pode ficar impune!</p>



<p>Nós temos um instinto de autopreservação inconsciente que nos impele a querer punir a pessoa, fazê-la pagar pelo que fez para desencorajá-la a nos ferir novamente.</p>



<p>Por isso, muitas vezes, o perdão cria esse paradoxo.</p>



<p>Se eu não perdoo, a mágoa e o ressentimento me consomem e quem sai perdendo é a minha saúde e a minha paz. Não existe nada mais corrosivo para a saúde do que a raiva, a mágoa, o rancor.</p>



<p>Mas o relacionamento também sai perdendo, porque a falta do perdão pode decretar o fim de uma longa amizade, de um casamento, de uma convivência familiar&#8230;</p>



<p>Por outro lado, se eu perdoo, eu fico em paz comigo mesmo, mas com medo de virar saco de pancada, de ser feito de bobo e permitir que a ofensa se repita.</p>



<p>É o meu instinto de autopreservação ativado.</p>



<p>Daí o perdão ser um enigma para tantas pessoas.</p>



<p>No meu modo de pensar, devemos perdoar sim, quantas vezes forem necessárias.</p>



<p>Na verdade, quem perdoa nunca será o bobo da história.</p>



<p>Infeliz será sempre quem ofende e prejudica.</p>



<p>Mas percebem como é difícil? Pois bem.</p>



<p>Esse artigo foi escrito para quem ofendeu, para quem magoou.</p>



<p>Você precisa do perdão de alguma pessoa?</p>



<p>Como expliquei, perdoar é uma tarefa difícil pra muitos de nós.</p>



<p>Mas existe uma forma de você facilitar as coisas pra quem precisa te perdoar.</p>



<p>Pedindo desculpa de uma forma decente e honesta. É incrível como as pessoas não sabem pedir desculpas.</p>



<p>Certa vez recebi no consultório uma situação que me marcou muito.</p>



<p>Um pai veio me pedir ajuda pra se reconciliar com a filha de 20 anos.</p>



<p>Ele foi pai muito novo, praticamente adolescente.</p>



<p>Ele e a mãe da menina se separaram após o nascimento da filha e ele acabou se afastando das duas.</p>



<p>Foi um pai ausente.</p>



<p>Com isso a filha cresceu</p>



<p>com muita mágoa.</p>



<p>E quando ele me procurou, ela já estava com 20 anos e o relacionamento dos dois era muito precário.</p>



<p>Ele estava muito arrependido da forma como lidou com a situação e tentava uma reaproximação da filha, sem sucesso.</p>



<p>Todas as vezes que ele ia encontrá-la ela o tratava com frieza, com distanciamento.</p>



<p>Ele sofria muito com isso, porque, como eu disse, ele estava sinceramente arrependido.</p>



<p>Então, numa determinada ocasião perguntei para ele:</p>



<p>&#8211; Você já pediu desculpa?</p>



<p>&#8211; Sim.</p>



<p>&#8211; Me conte, como você pediu desculpa?</p>



<p>&#8211; Há uns anos eu disse pra ela que eu era muito novo quando ela nasceu, e que a mãe dela era muito difícil.</p>



<p>Falei que todas as vezes que eu tentava uma aproximação, a mãe ficava criando dificuldades.</p>



<p>E que ela, minha filha, também não ajudava muito.</p>



<p>Ficava sempre colocando uma barreira entre nós.</p>



<p>Que eu queria ficar bem, mas não estava conseguindo.</p>



<p>Diante dessa resposta eu disse:</p>



<p>&#8211; Olha, esse foi o pedido de desculpa mais miserável que eu já ouvi.</p>



<p>Ao pedir desculpas você se justificou, falou mal da mãe dela e ainda encontrou um jeito de culpá-la também.</p>



<p>Não me admira ela não ter te perdoado.</p>



<p>Por que isso acontece? Porque o mesmo ego que nos impede de desculpar, nos impede de pedir desculpas também, ou seja, o nosso pedido de desculpas é orgulhoso.</p>



<p>Então não convence e não funciona.</p>



<p>Eu disse a ele que iríamos trabalhar esta questão e que após um tempo ele a procurasse para uma nova tentativa de reconciliação.</p>



<p>Que pudesse conversar com ela de uma forma diferente, mais ou menos nesses termos: “Minha filha, me perdoe.</p>



<p>Quando você nasceu eu era muito imaturo e hoje eu enxergo isso.</p>



<p>Não tive condições de ser o pai que você merecia.</p>



<p>Me afastei do seu convívio e nada justifica isso.</p>



<p>Hoje eu sinto muito a sua falta e gostaria de recuperar o tempo perdido.</p>



<p>Me dê essa oportunidade de ser o melhor pai que eu posso ser e que você merece.</p>



<p>Quero participar da sua vida e te ajudar no que for preciso.</p>



<p>Eu te amo muito e me arrependo profundamente dos meus erros.</p>



<p>Se você me der essa chance, se você me desculpar eu serei o homem mais feliz do mundo”.</p>



<p>Ele entendeu a diferença e se comprometeu a criar a oportunidade desse encontro para pedir desculpas de uma forma diferente.</p>



<p>Eu fiquei com grande expectativa depois disso, porque o que estava em jogo era a reconciliação entre pai e filha.</p>



<p>Várias semanas se passaram sem que eu tivesse notícias, até que finalmente ele me ligou e marcou uma consulta.</p>



<p>Sem rodeios fui direto perguntando se ele tinha conseguido conversar com a filha, ao que ele respondeu afirmativamente.</p>



<p>&#8211; E aí? Questionei.</p>



<p>&#8211; Ela me perdoou.</p>



<p>E hoje frequenta a minha casa e pergunta sobre o meu trabalho.</p>



<p>Nós nos reconciliamos.</p>



<p>Eu fiquei muito emocionado.</p>



<p>Terapia encerrada.</p>



<p>A gente se despediu e nunca mais eu o vi.</p>



<p>Há muitos anos eu atendi uma outra situação com um final bem diferente.</p>



<p>Nesse caso era o filho.</p>



<p>Ele guardava muito ressentimento porque quando criança foi praticamente espancado pelo pai.</p>



<p>Apanhou muito e depois de adulto isso acabou prejudicando o relacionamento entre eles.</p>



<p>Ele não esquecia as surras.</p>



<p>Até que um dia teve a oportunidade de conversar com o pai sobre isso.</p>



<p>Abriu o coração e falou de todas as mágoas represadas, de todo o sofrimento vivido na infância e na adolescência em função de ter apanhado tanto.</p>



<p>Expôs tudo isso na esperança de ouvir um pedido de desculpas.</p>



<p>Só que o pai, ao ouvir aquelas queixas, aquele desabafo, se sentiu criticado, julgado.</p>



<p>E o ego ficou ferido.</p>



<p>Ele era um homem muitíssimo orgulhoso e não suportou.</p>



<p>O sangue lhe subiu à cabeça e ao invés de pedir desculpas ele disse que deveria ter batido mais&#8230;</p>



<p>Puxa vida.</p>



<p>Ele disse isso num momento em que o filho estava vulnerável, com o coração exposto.</p>



<p>Então a reação do filho foi dizer: “A partir de hoje, você não é mais o meu pai”.</p>



<p>E eles nunca mais se falaram.</p>



<p>Isso já vai pra mais de 10 anos.</p>



<p>O que impediu esse pai de pedir desculpas?</p>



<p>O orgulho.</p>



<p>Por conta do orgulho, ou a pessoa faz um pedido de desculpas inadequado ou nem faz, como nesse último caso.</p>



<p>Uma outra situação que me recordo, foi de uma mulher que há poucos anos procurou a terapia porque estava sofrendo muito com o divórcio.</p>



<p>Um divórcio que ela mesma pediu.</p>



<p>O motivo foi uma traição do marido.</p>



<p>Eles se casaram muito novos e imaturos, com pouco tempo de namoro.</p>



<p>O marido, ainda muito acostumado às gandaias, não soube fazer a transição para as responsabilidades de um compromisso, e se envolveu com outra mulher.</p>



<p>Ela descobriu e foi tirar satisfação.</p>



<p>Ele disse que estava arrependido e pediu desculpas dessa forma inadequada e pouco convincente.</p>



<p>Com o tempo aquilo foi corroendo em seu íntimo e por fim ela acabou se separando.</p>



<p>E o motivo dela ter procurado a terapia foi porque ela o amava.</p>



<p>Ela queria muito ter continuado casada, mas não conseguiu perdoar.</p>



<p>Compreendi fazendo um aceno com a cabeça e respondi:</p>



<p>&#8211; Sim, perdoar é muito difícil, e as pessoas não ajudam&#8230;</p>



<p>Ele poderia ter dito:</p>



<p>&#8211; Meu bem, eu cometi um erro terrível.</p>



<p>Eu traí a sua confiança e feri a pessoa que mais amava.</p>



<p>Fui em busca de uma aventura e só causei dor e sofrimento.</p>



<p>Hoje eu vejo em você as consequências da minha queda.</p>



<p>Por favor, me perdoe.</p>



<p>Você é muito importante pra mim.</p>



<p>Eu aprendi com os meus erros e quero escrever uma história diferente.</p>



<p>Me dê a oportunidade de reconquistar a sua confiança e te proporcionar a felicidade de ter uma família unida e em paz.</p>



<p>Ao observá-la vi que ela estava chorando muito.</p>



<p>Então ela parou de chorar e disse:</p>



<p>&#8211; Ele jamais falaria isso.</p>



<p>&#8211; Mas se ele dissesse você voltaria pra ele? Perguntei.</p>



<p>&#8211; Com certeza.</p>



<p>Perdoar é uma tarefa muito difícil pra maioria das pessoas.</p>



<p>Por isso, se você quer se reconciliar com alguém, peça desculpas de uma forma sincera, honesta, humilde e decente.</p>



<p>Você facilitará enormemente o trabalho de quem precisa te perdoar!</p>
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		<title>Como aumentar a eficácia do antidepressivo</title>
		<link>https://institutohayslamnicacio.com.br/como-aumentar-a-eficacia-do-antidepressivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[hayslam]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 19:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia de Grupo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia Individual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo vou explicar como um antidepressivo funciona e o que você pode fazer para facilitar o seu tratamento. Existem algumas substâncias no nosso corpo chamadas neurotransmissores. Eles desempenham vários papéis no nosso organismo, e um deles está relacionado à produção de sensações e emoções. No caso da depressão, o neurotransmissor que precisamos conhecer chama [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Neste artigo vou explicar como um antidepressivo funciona e o que você pode fazer para facilitar o seu tratamento.</p>



<p>Existem algumas substâncias no nosso corpo chamadas neurotransmissores.</p>



<p>Eles desempenham vários papéis no nosso organismo, e um deles está relacionado à produção de sensações e emoções.</p>



<p>No caso da depressão, o neurotransmissor que precisamos conhecer chama se serotonina.</p>



<p>É esta substância a responsável pelas sensações de prazer.</p>



<p>Normalmente a pessoa com depressão produz pouca.</p>



<p>Existe uma carência dela no organismo. E é aqui que o antidepressivo entra em ação.</p>



<p>A serotonina quando é liberada age no sistema nervoso central produzindo bem-estar e boas sensações. Sua liberação ocorre num lugar chamado fenda sináptica.</p>



<p>A sinapse é o local de contato entre os neurônios.</p>



<p>O neurotransmissor, como a serotonina por exemplo, é liberado nesse espaço e começa a fazer o efeito, a produzir as sensações. Cada neurotransmissor do nosso organismo produz um efeito diferente.</p>



<p>Mas devemos considerar que o efeito dessas substâncias no nosso organismo é temporário.</p>



<p>Por exemplo, imagine a seguinte situação: você conheceu uma pessoa maravilhosa e começaram a paquerar.</p>



<p>Um dia seu telefone toca e você reconhece seu número no visor do celular.</p>



<p> Seu coração dispara e você começa a sentir uma série de sensações agradáveis.</p>



<p>Seu organismo nessa hora estará inundado de serotonina.</p>



<p>Agora avance um ano no tempo e vamos te encontrar deitado no sofá da sala sorrindo com extrema felicidade.</p>



<p>Alguém te pergunta:</p>



<p>&#8211; Qual a razão de tamanha felicidade?</p>



<p>Você responde:</p>



<p>&#8211; Estou assim porque meu amor me ligou&#8230;</p>



<p>&#8211; E quando foi isso?</p>



<p>&#8211; Há um ano!</p>



<p>Por que esse exemplo não é compatível com a realidade?</p>



<p>Porque as nossas sensações e emoções começam e terminam.</p>



<p>Acabam. Desta forma, quando o nosso corpo libera a substância, seu efeito não permanece indefinidamente.</p>



<p>Normalmente a desativação dos neurotransmissores acontece de duas formas diferentes: (1) por recaptação ou (2) por destruição.</p>



<p>O neurônio que libera a serotonina na fenda depois de um tempo a recaptura ou então enzimas produzidas no nosso corpo as destroem.</p>



<p>Considerando que a serotonina é a molécula do prazer, significa que o deprimido produz e libera pouco.</p>



<p>Nesse caso o antidepressivo enviará um comando para seu organismo inibindo a recaptação ou a destruição desse neurotransmissor, possibilitando que seus efeitos se prolonguem no organismo.</p>



<p>Existem antidepressivos que impedem o neurônio de recapturar a serotonina, e existem antidepressivos que impedem que ela seja destruída pelas enzimas.</p>



<p>Os que impedem de recapturar mais conhecidos são: fluvoxamina, sertralina, paroxetina, fluoxetina e citalopram.</p>



<p>Os que impedem que ela seja destruída são os inibidores da MAO, ou monoamina oxidase.</p>



<p>Essa monoamina é um exemplo de enzima que destroe a serotonina.</p>



<p>Então é comum você ver escrito: medicação IMAO, ou seja, inibidores da MAO, da monoamina ou da enzima destruidora.</p>



<p>Agora abordaremos a conclusão mais importante do que foi exposto.</p>



<p>A pílula de antidepressivo não é um comprimido de serotonina.</p>



<p>Não é a pílula da felicidade.</p>



<p>Isso significa que o seu corpo é quem tem que produzir e liberar!</p>



<p>O remédio só irá possibilitar que ela produza seus efeitos por mais tempo.</p>



<p>Então, se você toma um antidepressivo, entra pro seu quarto, apaga a luz e fica olhando para o teto dia após dia, pouca coisa vai mudar no seu humor.</p>



<p>Você não está liberando serotonina!!</p>



<p>Não tem como o remédio impedir a destruição de uma serotonina que não é liberada!</p>



<p>Um parênteses para uma observação interessante.</p>



<p>É exatamente esse o mecanismo de ação do Viagra.</p>



<p>O Viagra é um inibidor da destruição do óxido nítrico.</p>



<p>Essa molécula é responsável pela dilatação dos vasos sanguíneos do pênis.</p>



<p> Quando esses vasos se dilatam, aumenta o fluxo de sangue e acontece a ereção.</p>



<p>A enzima que destrói o óxido nítrico é conhecida como PDE5 (fosfodiesterase tipo 5).</p>



<p>O Viagra inibe a PDE5, a enzima destruidora. Desta forma, o óxido nítrico age por mais tempo e a ereção dura mais.</p>



<p>É muito comum encontrar nos textos que informam sobre o Viagra a observação de que ele atua junto com o estímulo sexual, ou seja, você precisa ser excitado para obter o efeito desejado. É necessário liberar o óxido nítrico através de estimulação sexual para ter ereção.</p>



<p>Se o paciente tomar um comprimido de Viagra e se dedicar a uma atividade entediante ou estressante, como escrever um relatório para o chefe no trabalho, dificilmente terá uma ereção!</p>



<p>Entretanto, ninguém explica isso em relação ao antidepressivo.</p>



<p>Porque o mecanismo é o mesmo.</p>



<p>É necessário viver situações alegres, fazer coisas agradáveis que proporcionam prazer para derrotar a depressão.</p>



<p>O remédio somente ajudará a sustentar aquelas sensações agradáveis por mais tempo.</p>



<p>Ele não criará as sensações para o paciente.</p>



<p>Assim como o Viagra não cria excitação.</p>



<p>Por isso, normalmente os psiquiatras aconselham que a pessoa com depressão tome remédio, mas faça terapia, para aprender a lidar com as causas da depressão, encontrando caminhos para superá-la, para modificar as situações e principalmente, mudar a forma de lidar com as dificuldades.</p>



<p>Quem toma antidepressivo e não entende isso, deposita todas as esperanças no remédio e cruza os braços acreditando que não precisa fazer mais nada, só esperar a medicação fazer efeito&#8230; e não é assim que funciona.</p>



<p>Então, deixo uma reflexão a você:</p>



<p>O que te dá prazer?</p>



<p>Praticar um esporte?</p>



<p>Encontrar os amigos pra bater papo?</p>



<p>Dançar?</p>



<p>Ajudar o próximo num trabalho voluntário?</p>



<p>Cada pessoa tem a sua maneira de ser feliz.</p>



<p>Descubra a sua e invista nisso.</p>



<p>Se a tristeza te esmaga sem piedade, comece pequeno. Crie pequeninos</p>



<p>momentos de satisfação e movimento que, com o tempo, a paisagem se transforma.</p>



<p>A depressão não é frescura como os ignorantes afirmam.</p>



<p>Mas pode e deve ser tratada.</p>



<p>O remédio irá te auxiliar, mas não deixe de fazer a sua parte!</p>
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